Os bens de Marcelo Mattoso Almeida, que pilotava o helicóptero que caiu em junho na região de Trancoso matando sete pessoas, foram bloqueados pela Justiça do Rio na última terça-feira (16). Mattoso foi uma das vítimas do acidente.

A decisão é do juiz Gustavo Quintanilha, da 15ª Vara Cível, e prevê que os bens sejam bloqueados para o pagamento de futuras indenizações. A autora da ação contra o espólio de Mattoso é Mara Kfuri, mãe de Jordana e Fernanda Kfuri, as duas mortas no acidente. Além das filhas, Mara perdeu também dois netos, Gabriel e Luca, que estavam no helicóptero. Entre as vítimas estavam ainda a babá das crianças, Norma Assunção, e Mariana Noleto, namorada de um dos filhos de Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a decisão é uma aução cautelar e para que o bloqueio continue a autora precisa entrar com uma ação pedindo indenização em até 30 dias.

A decisão ainda prevê o pagamento de uma multa equivalente ao dobro dos bens do espólio em caso de descumprimento. O bloqueio atinge bancos, juntas comerciais e outros órgãos.

Piloto irregular
Mattoso estava com a habilitação vencida para o tipo de aeronave envolvida no acidente há seis anos, segundo informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Ele conseguiu autorização para decolar usando o código de outro piloto.

Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), depois de decolar às 18h41 do aeroporto de Porto Seguro com destino à Fazenda Jurumã, onde funciona um resort, a previsão era de que o voo do helicóptero durasse 10 minutos. Durante o voo, o piloto não fez nenhum contato com o controle de tráfego aéreo local para informar qualquer problema.

Acidente
O helicóptero com sete pessoas caiu na noite de 17 de junho na região de Trancoso. Os passageiros deixaram o Rio de Janeiro para passar o final de semana no resort de Mattoso, que era o piloto do helicóptero. Todos morreram na queda. (Redação CORREIO)

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