Um levantamento realizado com cerca de sete mil executivos de alto nível pelo centro especializado Vita Check-Up Center, do Rio de Janeiro, ao apontar que 43% dos homens e 55% das mulheres estão em faixas excessivas de estresse, foi uma das bases da matéria intitulada “Prestes a explodir”, publicada pela Isto É Dinheiro na edição 736, de 11 de novembro, que circula esta semana, em que alerta para os problemas da saúde que afetam os executivos brasileiros, a partir da narração de dois casos reais.

Ao se referir ao dado da pesquisa que aponta 55% das mulheres em faixas excessivas de estresse, o presidente do Vita Check-Up Center e membro do Conselho de Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Antonio Carlos Till, explica ao jornalista Marcelo Cabral, autor da matéria, que “a executiva, além de todas as pressões do trabalho, tem também as preocupações familiares com filhos, gestão da casa e marido”. “Ela acaba numa jornada dupla ou tripla”, diz.

Por outro lado, os homens estão com a cintura mais larga do que as mulheres: 65% apresentam sobrepeso ou obesidade, contra 30% das executivas. O estresse não afeta apenas os executivos individualmente, mas as empresas e o País, segundo a reportagem, que cita estimativa da International Stress Management Association Brasil (Isma-BR), em que a soma de fatores, como ausência no trabalho, despesas médicas e queda de produtividade, tem custo anual de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 130 bilhões.

Sobre esta questão, o presidente da Bradesco Saúde, Márcio Coriolano, também ouvido na reportagem, diz enxergar em uma determinação da Agência Nacional de Saúde, a que incentiva a participação em programas de prevenção, a possibilidade de uma forte ampliação do mercado de saúde para executivos de alto nível. “Mas para atuar nesse nicho você precisa de um pacote de serviços diferenciado, que leve os exames até a casa ou ao escritório do cliente”, diz Coriolano ao jornalista, acrescentando que o problema é que, para que essa mudança ocorra, também é preciso que o problema do estresse seja encarado de outra forma justamente pelos profissionais de terno e gravata.

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