A discussão sobre as barracas de praia da Orla Norte de Porto Seguro, ameaçadas de demolição, entrou na pauta da Rede de TV Record News, dia 07 de março, durante o programa Alerta Total, conduzido por Tom Ribeiro. O apresentador, que conhece as praias de Porto Seguro, defendeu a importância das estruturas de praia para o turismo local. Para falar sobre o assunto, foi convidado o vereador e gerente geral do Complexo de Lazer Tôa Tôa, Paulo Onish (Paulinho Tôa Tôa).

“Como você mesmo, que freqüenta Porto Seguro falou, 90% da economia do município depende do turismo, que é a nossa vocação. E hoje essas estruturas de praia, esses complexos de lazer não são mais simples barracas de praia, são grandes atrativos turísticos, que fazem com que o turista vá para Porto Seguro”, argumentou o vereador.

De acordo com estudo elaborado pelo Sebrae, as estruturas de praia geram mais de 10% da mão de obra formal do município, só na Orla Norte. “Isso nós estamos falando da mão de obra formal. Quando você considera os autônomos, ambulantes, taxistas, terceirizados, fornecedores, quer dizer são milhares de pessoas que dependem dessas areias, desses complexos turísticos para garantir o seu sustento. E o que gera a dignidade para um pai de família é a o sustento garantido pelo seu trabalho”, defendeu o vereador.

Defendendo os trabalhadores de praia

Paulinho Tôa Tôa informou que essa questão está sendo levada para lideranças locais, Senado, Câmara de Deputados e Assembléia Legislativa. “O senador Magno Malta, que esteve conosco lá no Tôa Tôa, onde ele realizou um evento, viu de perto a importância dessa estrutura e ficou sensibilizado”. Segundo o vereador, na semana passada, juntamente com o senador Paim e outros senadores do Piauí e do Pará, Malta criou a Frente Parlamentar de Defesa dos Trabalhadores de Praia do Brasil. A causa já ganhou também a adesão do deputado federal Paulo Magalhães.

Para o vereador, o senador Magno Malta foi muito feliz em seu discurso na TV Senado, onde deixou claro que inúmeras famílias dependem dessa estrutura, porque quando o turismo está aquecido, aquece também o comércio. Para se ter uma ideia, as barracas de praia injetam mais de R$ 15 milhões por ano no comércio de Porto Seguro. “E isso não sou eu que estou falando. O Sebrae revelou em sua pesquisa que o pai de família que depende dessas estruturas - o garçon, o cozinheiro, o ambulante - compra o sapato, a roupa, o alimento de toda a sua família, no comércio de Porto Seguro”, enfatizou.

De acordo com Paulinho Tôa Tôa, o objetivo do movimento não é fazer pressão sobre o poder Judiciário e sim mostrar a importância dessas estruturas para a economia da cidade. “Sabemos que a lei é fria e o que interessa para o juiz é a lei. Então o movimento que estamos fazendo com o Senado, a Câmara de Deputados e a bancada baiana na Assembleia é para mudar um dispositivo na lei, onde aquelas balneários, que dependem do turismo, sejam administrados pela prefeitura e não pela União”, salientou.

Paulinho lembrou que no mês de fevereiro a Justiça Federal já determinou a demolição da Barraca do Gaúcho, uma das 62 da Orla Norte de Porto Seguro. “O momento é de união e nós vamos recorrer a Brasília para tentar reverter essa decisão”, destacou. O vereador informou ainda que está sendo feito um abaixo assinado e diversas entidades locais como a Associação de Barracas de Praia da Orla Norte, Câmara de Vereadores, CDL (Câmara de Diretores Lojistas) e ABIH (Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis) já estão apoiando a Frente Parlamentar em Defesa do Trabalhador de Praia do Brasil.

Hilda Rodrigues (MTB 4262)
Assessoria de Imprensa

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