Já foi o tempo em que homens e mulheres tinham que dedicar tempo, enfrentar o trânsito e shoppings lotados para comprar algumas peças de roupas. Agora, muitas pessoas são adeptas a comprar aquele vestido lindo ou o sapato dos sonhos com apenas alguns cliques.
Segundo um relatório da WebShoppers, divulgado nesta terça-feira (13), os brasileiros passaram a comprar mais roupas e acessórios do que livros e revistas na web. Em apenas dois anos, o Brasil despencou do 26º lugar para o 5º colocado no ranking relacionado à compra de produtos de moda na internet.

O francês Pierre Joffre, sócio fundador da Coquelux - site de compras de peças de luxo -, diz que a ideia da loja online surgiu na França há 8 anos. "Lá é um país muito regulado e que só pode fazer liquidações duas vezes por ano. Fora esse período não pode, a não ser que a loja vá fechar ou fazer uma reforma", explica. "As marcas de luxo tinham um estoque grande e não conseguiam vender. Então, alugavam um apartamento em uma área boa de Paris para fazer uma venda privê para os clientes", detalha. Por isso, a venda pela internet se tornou uma saída para essas lojas.

Segundo Joffre, o sucesso desses sites online no Brasil é porque os latinos consomem luxo e a marca é importante para eles. "O brasileiro gosta de levar alguma vantagem, ter um diferencial e, por isso, faz parte de um mercado que dá descontos e oferece boa qualidade no produto", conta. "O brasileiro nunca comprava roupas por catálogo por causa da taxa de inflação que ele pagaria e o preço aumentava muito."

Comprar na web foi uma grande descoberta e agora virou febre no País. Uma das grandes vantagens é o preço muito mais baixo e os descontos em peças que são tendência. A publicitária Juliana Mancine, por exemplo, contou que muitas vezes tem preguiça de correr para as liquidações dos shoppings. "Prefiro ficar no conforto de casa e ter paciência para olhar cada peça. As vezes consigo descontos de até 70%", detalha. Agora, seu guarda-roupas é cerca de 60% feito com peças das lojas virtuais e 40% com peças de lojas "reais".

Juliana é fã não só dessas lojas online de grifes famosas, como também das mais desconhecidas, seja de acessório ou de roupas. "Eu sempre faço buscas na internet e acho coisas diferentes. Tento buscar indicações em blogs de moda também. Geralmente as meninas mostram sites menores, com preços ótimos e peças perfeitas", conta.

A dica de Juliana, que chega a gastar até R$ 400 em um mês nessas lojas, é trocar e-mails ou telefonar para o dono dos sites menores, já que muitos deles não dão uma garantia de que a compra foi efetuada. Além disso, procure informações sobre o tecido em que as peças foram feitas. "As vezes você acha uma saia linda, mas quando chega em casa, é daquele material que você odeia e com a textura que você tem aflição", brinca.
Saiba como comprar sem errar

Mauricio Simão, diretor de marketing do ClickCupom, deu algumas dicas de como fazer compras online sem correr riscos de entrega, tamanho e qualidade do produto.

Para saber se um site é de segurança, a compradora deve fazer uma pesquisa na própria internet. "Procure em sites como o Reclame Aqui, nas redes sociais e busque o que as pessoas falam sobre a loja em que você quer comprar. Ver se tem selos do E-Bit - uma importante empresa para o e-commerce no Brasil - também ajuda, além de verificar a plataforma que o site utiliza para o pagamento, no caso PagSeguro dá um ótimo suporte", detalha.

Um dos "defeitos" dessas lojas é a impossiblidade de ver, pegar e experimentar as peças. Por isso, fique atento à detalhes das fotos e vídeos divulgadas nos sites. "As medidas que utilizamos no Brasil não possuem um tamanho 100% padronizado e isso dificulta a venda. Já a venda de roupas importadas são mais fáceis por terem medidas mais exatas", explica Simão.
Segundo Simão, a maior vantagem de fazer compras online é poder buscar informações e saber o que as pessoas dizem sobre o produto. "O ideal seria as empresas integrarem o online e offline dando mais opção ao cliente", finaliza. TATIANA SISTI

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