Quadros, livros, documentários, filmes, gravuras, séries de TV, roupas, artigos de decoração, produtos de maquiagem, ensaios fotográficos, inspiração para musas da música, como Madonna... e tantas outras coisa... E tudo isso influencia de uma única pessoa, Norma Jeane Mortenson, quem? Tenho certeza que essa você não conhece, mas essa poderosa desconhecida é popularmente conhecida como Marilyn Monroe, à diva de formas perfeitas.

Delineador gatinho, batom vermelho e cabelo curto, ondulado e platinado. (Com 1,66 m de altura, 89 cm de busto, 55 cm de cintura e 89 cm de quadril), Apenas com esta descrição, o visual Marilyn Monroe é facilmente reconhecido. Sua figura icônica da década de 1950 continua em toda parte em pleno 2012: dia 5 de agosto fazem 50 anos de sua morte.

“Eu não quero ser inatingível. Eu quero ser tocada. Quero ser abraçada. Quero me sentir envolvida por braços fortes. Quero ser amada como uma garota comum, numa cama comum. O que há de errado nisso?”, pergunta uma Marilyn Monroe. Mulher fatal ou sexo frágil? Além de um ícone do cinema, uma pessoa tomada por emoções. É impressionante como Marilyn ainda está presente em todo o mundo. Não consigo pensar em outra figura pública que possa substitui-la. Além disso, o mercado cultural está passando por uma transformação muito positiva. Todas as classes sociais estão consumindo arte. A internet e exposições interativas e gratuitas têm servido de estímulo ao mito e a sensualidade Monroe.

Marilyn balanceava o forte apelo sexual com um look romântico, que acentuava a sua feminilidade. Nas telas, ela aparecia com vestidos arrasadores, de decotes caprichados, e no dia a dia também mantinha-se impecável. Para acentuar as curvas, usava vestidos e saias que marcavam a cintura. Desejada pelos homens e copiada pelas mulheres, o estilo da atriz ainda serve de inspiração nas passarelas (e fora delas). A cantora Amy Winehouse, por exemplo, era adepta do estilo ladylike, cheio de referências dos anos 1950 e 60. E, na moda, essa não foi a única herança deixada pela diva. Ela ainda foi uma das precursoras dos biquínis de duas peças. Mesmo a calcinha sendo grande – na altura do umbigo –, era um atrevimento para a época.

Após fazer um anúncio de cerveja, em 1949, uma empresa de calendários propôs que ela posasse nua. Ingênua, aceitou por um valor muito baixo. Dias após o convite, lá estava ela, enroscada em um veludo vermelho fazendo caras e bocas para o fotógrafo Tom Kelley. Até então, já havia assinado contratos com a 20th Century Fox e a Columbia Pictures, mas não tinha feito nenhum papel relevante como atriz. Em 1953, quando Hugh Hefner, o fundador da Playboy, lançou a primeira edição da revista nos Estados Unidos, ele comprou a foto de Marilyn nua – que estará na Cinemateca – e a estampou na capa. Pela primeira vez, suas curvas voluptuosas foram evidenciadas. Um novo padrão de mulher era estabelecido e ela passou a ser vista como uma deusa do sexo. Isso em um período em que havia repressão política, social e sexual. Ao declarar que usava duas gotas de Chanel Nº 5 para dormir, nada mais, reforçou a imagem provocante e provou que a publicidade espontânea é a mais eficaz.

Além de ser um dos maiores ícones de beleza do século XX, Marilyn Monroe teve uma considerável carreira no cinema. São mais de 30 filmes no currículo - das pequenas pontas “A Malvada” (1950) e “O Inventor da Mocidade” (1952) a papéis que se tornaram clássicos de Hollywood. “Os homens preferem as louras” (1953), “Quanto mais quente melhor” (1959 - Esse o meu preferido) e “Os desajustados” (1961).

Entre os aclamados fãs está Henri Cartier-Bresson (o papa da fotografia), que se disse "arrebatado por uma aparição de conto de fadas" quando a encontrou pela primeira vez. Bresson tentou decifrar, também em palavras, o mistério e o mito Marilyn: "Há algo extremamente vivo e luminoso nela, uma inteligência. É sua personalidade, algo muito sutil, muito intenso, que desaparece rapidamente para reaparecer de novo." Marilyn depois de 50 anos de morte, está mais vida do que nunca e sem substituta.

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