Dia 23 de julho é a Festa da Cidade em Santa Cruz Cabrália. Para comemorar a data, serão realizadas diversas atividades, entre elas shows, competições esportivas, culturais, cívicas e missa solene na Igreja Matriz, que terão início no sábado e encerrarão no feriado municipal.

Confira a programação:

- Sábado – 21 de julho
A partir das 9 horas – Amistosos entre os atletas de Vitória (ES) e equipe da AFFA (Associação de Futebol do Futuro Atleta), de Santa Cruz Cabrália. Partidas em várias categorias: 7 a 8 anos, 9 a 10 anos, 11 a 12 anos, 13 a 14 anos. Local: Praça da Juventude, no Campinho

- Domingo – 22 de julho
8:00 – Corrida Rústica, partindo do monumento na Coroa Vermelha encerrando na Praça da Juventude
Das 9 às 14 horas – Atividades Esportivas na Praça da Juventude, no Campinho

- Segunda-feira – 23 de julho
9:00 – Missa Solene
10:00 – Após a Missa, momento cívico e apresentações musicais com o PETI, IASA (Instituto Amigos de Santo André), grupo da Melhor Idade do CRAS e fanfarras municipais FANJUC (Fanfarra Juventude Unida de Cabrália) e FANMUSCC (Fanfarra Musical de Santa Cruz Cabrália).

Em seguida, desfile das fanfarras pelas ruas do Centro e do Campinho.
21:00 – Festa na Praça do Povo, com Trio Axé & Cia e as bandas:
- Djavú
- Axé Pop
- Top Vip
- Planeta do Forró.

Santa Cruz Cabrália: 512 anos de história

A história de Santa Cruz Cabrália inicia-se no ano de 1500 com a chegada e conquista do território brasileiro pelos portugueses. O município se encontra localizado na Costa do Descobrimento no litoral da região do extremo sul do Estado da Bahia. Seu território, antes da chegada dos portugueses, era habitado na faixa litorânea por índios da etnia Tupiniquim do tronco lingüístico Tupi-Guarani e no interior por grupos Macro-Jê: Botocudo, Maxakalí, Kamakã, Purí, Pataxó e provavelmente outros, identificados na época pelos colonizadores pela designação Tupi genérica de Aymoré e denominados de Tapuias pelos índios Tupi-Guarani por falarem uma língua diferente.

A Vila de Santa Cruz que deu origem a atual cidade foi fundada em 1535, às margens opostas do rio Mutari, por Pero do Campo Tourinho, primeiro donatário da capitania de Porto Seguro. Na segunda metade do século XVI, a povoação se desloca para um platô às margens do rio João de Tiba, devido aos constantes ataques dos índios e pelo local não oferecer segurança aos moradores. Nesta elevação, a Vila de Santa Cruz se estabelece definitivamente. É construída, ainda no século XVI, a primeira capela em invocação a Nossa Senhora da Conceição, que por ter sido erguida de forma rudimentar e alvenaria de barro não resisti ao tempo.

No início do século XVIII, os moradores da povoação através de uma petição enviada ao governador geral do Brasil, D. Lourenço de Almada, solicitam a reedificação de uma nova igreja, em razão da anterior haver caído e encontrar-se em ruínas. O então governador leva ao conhecimento do rei português, o qual autoriza a construção da segunda igreja da Vila, que segundo documentação encontrada no Arquivo Ultramarino de Lisboa sua obra teria sido concluída em 1715, e provavelmente, erguida no mesmo local da anterior.
No final do século XVIII é construída a Casa de Câmara e Cadeia, prédio edificado em dois pavimentos que serviu para sediar, no andar superior, a Câmara Municipal e, posteriormente, a Intendência Municipal, na parte térrea, a cadeia pública e o quartel de polícia.

A igreja católica administrava eclesiasticamente o Brasil através das Freguesias ou Paróquias, que contavam sempre com uma igreja matriz. Assim, sob alvará de 5 de dezembro de 1775, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição é elevada ao título de Matriz e Santa Cruz à categoria de Freguesia.

Depois deste acontecimento, a Vila atravessa um período de decadência populacional e a igreja chega a perder o título conquistado. Em 1795, recupera seu status de Matriz e a população readquire seu prestígio.
Em 29 de novembro de 1832, sob o Decreto-lei nº 8.594, o presidente da Província da Bahia eleva a Vila de Santa Cruz à categoria de município, mas sua implantação só ocorre no ano seguinte, em 23 de julho, data em que se comemora sua emancipação política de Porto Seguro.

Um século mais tarde, no ano de 1931, através do Decreto nº 7.479 de 8 de julho, o município de Santa Cruz perde sua autonomia e permanece por dois anos anexado a Porto Seguro, fato ocorrido por um ato precipitado do interventor Artur Neiva. No dia 4 de agosto de 1933, o interventor Juraci Montenegro Magalhães, assina o Decreto nº 8.594 de 4 de agosto, devolvendo-lhe sua autonomia.
Em 9 de março de 1935, o nome do município é alterado através do Decreto nº 9.400, sendo acrescentado o nome Cabrália ao de Santa Cruz, passando o município a chamar-se definitivamente SANTA CRUZ CABRÁLIA.

Em 30 de março de 1938, é assinado o Decreto nº 10.724 pelo interventor Landulfo Alves de Almeida, elevando o município à categoria de cidade. Em 29 de janeiro de 1981, a cidade é tombada pelo IPHAN como patrimônio histórico, cultural e paisagístico.
Pesquisa e texto: Sidrach Carvalho Neto. Historiador, graduado pela Faculdade Santo Agostinho de Ipiaú-BA, escritor e autor do livro Santa Cruz Cabrália, Cinco Séculos de História, atualmente é diretor do Arquivo Público Municipal de Santa Cruz Cabrália – Bahia.

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