De médico e louco e de publicitário também, todo mundo tem um pouco. Mas, para quem acha que fazer propaganda é fácil pode estar sumariamente enganado, pois para tal, exige um estudo e, sobretudo um planejamento, para que o alcance do resultado possa ser mais eficiente.

E tudo se inicia com um briefing , João Vicente Cegato Bertomeu, executivo da ESPM e Doutor em Comunicação e Semiótica em processos de criação, cita que “é de vital importância termos à nossa disposição o briefing mercadológico [...] e assim chegarmos até a criação da propaganda” (2006, p. 30). O briefing oferece um suporte e acima de tudo informações para que a propaganda possa ser criada e desenvolvida. Informações, tais como, público-alvo, hábitos e necessidades do consumidor, objetivos a serem comunicados, ameaças, oportunidades, entre outras informações relevantes.

É preciso haver um planejamento adequado, e, objetivos pré-definidos para que uma propaganda, seja em televisão, rádio, impressos, ao ar livre, internet, ou qualquer outro meio, possa ser um instrumento de comunicação e de interpretação das necessidades do cliente. Para uma campanha publicitária ou uma comunicação ser eficaz “a empresa deve se esforçar para transmitir uma mensagem positiva e consistente em todos os pontos de contato” (KOTLER, 2003, p. 366). E Kotler (2003, p. 365) complementa ao afirmar que “o problema é que essas comunicações muitas vezes partem de diferentes fontes na empresa [...] O resultado é uma miscelânea de comunicações aos consumidores”.

Propaganda é para todos, desde que, utilizada conforme a bula, ou melhor, conforme os livros de ciências da comunicação, e porque não da ciência da propaganda, pois como em qualquer ciência para saber se algo funciona é necessário testar e mensurar. Claude Hopkins, um dos mais renomados da história da publicidade, escreveu há mais de 100 anos o livro “A Ciência da Propaganda”, o publicitário expõe uma ciência por trás da propaganda e ressalta que “trabalhar com propaganda sem saber como ela funciona é um amadorismo inaceitável”.

Então, para se obter resultados realmente eficazes com propaganda estude, planeje, publique e apareça, mas, sobretudo, invista; pois, assim ensinou Henry Ford “se eu tivesse um único dólar, investiria em propaganda”.



Christian Portugal Leite é Tutor da Universidade Salvador – UNIFACS, e, consultor de empresas.

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