"...onde vão os nossos filmes, vão os nossos produtos, vai a nossa maneira de viver". Nos anos 30, o presidente Franklin Roosevelt começou um trabalho de conscientização com o objetivo de deixar claro na cabeça de cada norte americano, que o cinema é a mais poderosa arma já inventada pelo ser humano. 
E recentemente o neto do ex presidente Roosevelt pediu ao Congresso Norte Americano uma retaliação oficial ao discurso da Presidenta Dilma, que enfatizava o incentivo ao cinema latino americano e caribenho. Além de jogar tais povos contra os produtos norte americanos, afirma ele, que Dilma usa indevidamente a famosa frase de seu avô, sem mesmo pagar pelos direitos autorais.
Tamanha é a pretensão de dominação dos povos a partir de processos de aculturação, que os Americanos do Norte julgam-se detentores dos direitos de determinar hábitos e costumes em prol do consumismo midiático. Daí qualquer atitude contrária aos seus interesses econômicos os fazem entrar em pé de guerra.
Na TV Aberta, somente a Rede Globo de Televisão com os programas Tela Quente, Sessão da Tarde, Temperatura Máxima, Sessão de Gala, Domingo Maior e Corujão, que via de regra tem temática violenta, exibe em média por mês em torno de 50 filmes norte americano contra 04 filmes nacionais exibidos as segundas-feiras após o Programa do Jô. Se computarmos os filmes exibidos pela Band, SBT, Record, Rede TV e outras emissoras de menor expressão e as TVs por assinaturas chegamos a mais de 500 filmes norte americano estampados por mês nas telas dos aparelhos de TV do Brasil. Por ano este montante chega aos 6.000 filmes americanos que ditam as regras de consumo e o modo de vida dos brasileiros.
A influência americana através do cinema no modo de vida dos brasileiros é tanta que até terremotos e tornados, que eram fenômenos quase que exclusivos da Terra do Tio Sam, começaram a acontecer por aqui. Há quem diga que tudo isto é sinal de evolução... Afinal de contas os Gringos Americanos tornaram-se uma potência com a desgraça alheia e por vezes com a própria desgraça. Basta lembrar de Pearl Harbor e do 11 de setembro. Isto sem falar do extermínio indígena. Acredita-se que fim do gênero faroeste no cinema americano se deu por falta de índios para atuarem com figurantes. Os caras acabaram com a maioria dos peles vermelhas!
Está na hora de matarmos os heróis e mocinhos americanos e criarmos o hábito de gostarmos mais de nós mesmos. Uma maneira simples é buscar na internet por filmes brasileiros que já se encontram disponíveis para assistir e baixar.
Algumas sugestões: Não por acaso de Phillipe Barcinski; Quanto vale ou é por quilo de Sérgio Bianchi; A Casa de Alice de Chico Teixeira; Amarelo Manga de Cláudio Assis; Depois daquele baile de Roberto Bomtempo; Em teu nome de Paulo Nascimento; Eu sou povo! de Bruno Bacellar; A Máquina de João Falcão; Eu me lembro de Edgard Navarro.

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