Depois de 36 dias embarcada, a equipe do Projeto Baleia Jubarte, que participou da Expedição Colmeia (Cold Mantle Exhumation and Intra-transform Accretion), realizada numa ação conjunta do Brasil e da França, chega em terra firme cheia de novidades. De acordo com o diretor de Pesquisa, Milton Marcondes, 17 grupos de cetáceos foram avistados na viagem, entre eles, golfinho-nariz-de-garrafa, baleias-piloto e cachalote. Ele ressalta ainda que parcerias firmadas na área de bioacústica permitirão um maior conhecimento sobre estes animais. Saiba mais:

Uma equipe de pesquisadores brasileiros, franceses e italianos partiu do porto de Recife no dia 24 de janeiro em direção ao arquipélago São Pedro e São Paulo para realizar pesquisas geológicas na região. Na tripulação, três pesquisadores do Projeto Baleia Jubarte: o diretor de Pesquisa e médico-veterinário, Milton Marcondes, a médica-veterinária Adriana Colósio e o biólogo Fábio Fontes. Eles explicam que, embora os objetivos da expedição fossem estudar o relevo do fundo do mar e as falhas geológicas da região, “a viagem foi uma oportunidade rara de estudar animais em águas profundas”.

Depois de 36 dias embarcados, com as observações começando ao raiar do dia e indo até o por do sol, o resultado foi o registro de 17 grupos de cetáceos. A identificação das espécies foi difícil. Quem conta é o biólogo do PBJ, Fábio Fontes: “a maioria dos grupos foi avistada longe do nosso navio e mesmo com binóculos ficava difícil identificar a espécie. Como o objetivo da missão era o trabalho geológico não dava para tentar se aproximar dos animais”. Foram registrados grupos de golfinho-nariz-de-garrafa, baleias-piloto e cachalote.

Sobre a rica integração entre profissionais de diferentes áreas como geologia, engenharia elétrica, oceanografia e biologia, Marcondes ressalta: “chegamos a discutir se baleias e golfinhos poderiam ser capazes de perceber sinais de ocorrência de abalos sísmicos e se afastar de uma área antes da ocorrência de um maremoto”.

Ele reforça ainda que o trabalho não acabou com o fim da expedição: “um dos grandes avanços da participação do Instituto na expedição Colmeia foram as parcerias firmadas na área de bioacústica. Foram instalados cinco hidrofones a cerca de 600 metros de profundidade para gravar ruídos de terremotos e movimentações de placas tectônicas. Embora sejam usados para gravar ruídos produzidos pelo planeta eles também devem gravar os sons produzidos pelas baleias”, conta.

ASCOM - Instituto Baleia Jubarte

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