Vitrine da Costa


Por Rose Marie Galvão – Foto: J. Gois

Acadêmicos do 4º semestre do Curso de Licenciatura em História da Universidade do Estado da Bahia, Campus XVIII em Eunápolis, realizaram neste sábado, 30 de novembro, visita técnica à cidade de Belmonte para conhecer o patrimônio cultural [arquitetônico, imaterial e natural do município] que se originou às margens do Rio Jequitinhonha e recebeu o nome em homenagem à cidade portuguesa onde nasceu o navegador Pedro Álvares Cabral.

A visita faz parte da disciplina Educação Patrimonial, ministrada pela professora e mestra em História Regional e Local, Ivanice Ortiz, e teve como objetivo conhecer, in loco, o estado de conservação e manutenção do patrimônio cultural e como a comunidade se relaciona com essa realidade.

A visita foi acompanhada, em Belmonte, pelo professor Licenciado em História, Alberto Rocha. A viagem contou com o apoio da secretaria de Relações Institucionais da Prefeitura de Porto Seguro, e da Secretaria de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Belmonte.

Os discentes visitaram a igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo, o Farol, o antigo cais no Rio Jequitinhonha, o Chafariz do Século XVIII, localizado na Praça São João, além do casario, a fábrica de doces artesanais de Tia Pombinha e a olaria da ceramista Dagmar, no Bairro da Visgueira.

Segundo a coordenadora da atividade, “na Uneb, o preparo dos acadêmicos passa pela teoria e pela prática da profissão, mostrando as possibilidades de atuação além de atender ao interesse da Universidade em ampliar seu projeto de pesquisa e extensão”,disse Ivanice Ortiz.

ROTEIRO

Foram visitados importantes edifícios do patrimônio histórico arquitetônico de Belmonte, a despeito de ainda não terem recebido qualquer intervenção. O grupo visitou as ruínas do prédio do antigo Hotel São Jorge, onde a comunidade pretende recuperar e construir um museu.

O teatro municipal, as igrejas de Nossa Senhora do Carmo e de São Sebastião, as coreto das praças São Sebastião e da praça 13 de Maio, o antigo prédio do Instituto de Cacau da Bahia, que hoje abriga a Caixa Econômica Federal, o antigo Hospital do Perpétuo Socorro, as ruínas do casarão do Primeiro Intendente de Belmonte, Godofredo Bandeira, dentre dezenas de outros prédios também foram vistos.

Os participantes puderam verificar as relações que se estabelecem entre Belmonte e Patrimônio Cultural, durante entrevista com uma funcionária da secretaria municipal de Cultura, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Daniela Augusto da Silva, que foi disponibilizada pela Prefeitura de Belmonte para dar suporte ao grupo.

Ela informou que a secretaria está implantando o Sistema Municipal de Cultura, com a participação de gestores culturais da comunidade com o objetivo de catalogar todos os terreiros de candomblé, a gastronomia, os doces artesanais, a moqueca de robalo, o siri, o guaiamum além de todo o patrimônio arquitetônico do município e as manifestações culturais a exemplo das entidades carnavalescas, o Boi Duro, o Bloco do Pereira, com mais de 100 anos, e o tradicional bloco da Roupa em Brasa.

Daniela informou ainda que “Belmonte também está colocando em prática a criação do Conselho Municipal de Cultura”, no entanto, os acadêmicos puderam apreender que ainda não existe legislação específica de iniciativa da Câmara de Vereadores e sancionada pelo Executivo, com vistas à preservação do imenso patrimônio local.

COOPERAÇÃO

A coordenadora da visita técnica da Uneb, professora Me. Ivanice Ortiz, sugeriu a confecção de um dossiê com informações das ruínas, da gastronomia, e das manifestações culturais com vistas a levantar o patrimônio cultural de Belmonte e assim propor uma parceria com a Uneb dentro de um projeto de extensão. Ela também sugeriu apresentar um projeto ao IPAC e ao IPHAN com vistas à captação de recursos e com o propósito de buscar o tombamento da cidade como patrimônio histórico e arquitetônico da humanidade.

Ao avaliar a atividade extraclasse a estudante Karol Sampaio observou que “as visitas técnicas têm feito parte do aprendizado dos alunos, sendo usadas como ferramenta para ampliar a visão dos futuros profissionais perante o mercado de trabalho e sua responsabilidade social nos municípios onde pretendem atuar.”



Ao final da visita, o grupo foi recepcionado para um almoço no restaurante de Dona Maria Borges, que fica na Avenida Rio Mar, no centro da cidade, onde todos puderam desfrutar da gastronomia da cidade e da simpatia da professora aposentada que atende no local com os filhos: Simone (também professora) e Fafá (ex-jogador da seleção de futebol de Belmonte). O almoço foi oferecido pela Prefeitura de Belmonte como forma de estabelecer laços de cooperação entre a Uneb e a municipalidade.

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