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Para Secopa, Gol Verde é trunfo para a Bahia

O secretário estadual para Assuntos da Copa do Mundo, Ney Campello, disse que a sustentabilidade dos estádios e o programa Gol Verde, que prevê o plantio de 1.111 mudas para cada gol marcado na Arena Fonte Nova durante o torneio, são trunfos para a Bahia fazer bonito na competição. Por outro lado, os maiores desafios são mobilidade e o baixo domínio de línguas estrangeiras.
"Seguimos à risca o conceito da Fifa do Green Goal, que dizia que as cidades-sede precisavam se preocupar com a sustentabilidade", disse Campello ontem (08/06),  durante visita ao Media Center Internacional da Seleção da Suíça, montado no Porto Seguro Praia Resort, na praia de Curuípe.  
Um dos principais programas nessa área é o recém-lançado Gol Verde. O secretário explicou que o número de 1.111 mudas foi definido porque a área necessária para plantá-las equivale à de um campo de futebol. Mas a ideia é atrair parcerias que permitam o plantio de mais árvores por gol marcado.
A fabricante de celulose Veracel já doou 30 mil mudas, que serão plantadas na sua Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) em Porto Seguro. "Só aí já temos garantido o equivalente a 27 campos", disse Campello.
Quanto aos estádios, o secretário destacou o fato de a Arena Fonte Nova, sede dos jogos na Bahia, ter recebido o selo verde internacional LEED prata, reservado a projetos que, entre outros itens, empregam material produzido com baixo consumo de energia, privilegiam a  iluminação e ventilação naturais, fazem captação de energia solar e reúso de água.
Já Pituaçu, onde haverá treinos das Seleções da Espanha, Alemanha, Suíça e Bósnia, é o primeiro estádio da América Latina a usar integralmente a matriz de energia solar. Pituaçu gera mais energia do que gasta e o excedente é vendido para a rede de distribuição. "A mesma empresa cuidou de garantir um padrão sustentável uniforme a todos os nossos estádios, incluindo o Barradão e o de Porto Seguro", disse o secretário.
No caso dos desafios, o que mais preocupa Campello é o transporte. "A questão da mobilidade será muito exigida na Copa do Mundo. Na Copa das Confederações, por exemplo, tivemos três jogos em 15 dias. Agora serão seis jogos em 30 dias", disse. "E Salvador já enfrenta problemas de mobilidade."
Na questão do idioma, o secretário teme que a deficiência no domínio de línguas estrangeiras prejudique o turismo. "Os problemas de comunicação podem impedir o visitante de ir a um shopping ou aproveitar a vida noturna, por exemplo", disse Campello. "Qualificamos mais de 50 mil pessoas em quatro anos, mas dados do Ministério do Turismo mostram que só 9% dos brasileiros têm domínio de um segundo idioma."     

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