A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e suas unidades vinculadas – Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon e Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – lamentam o falecimento do o artista gráfico baiano Rogério Duarte na noite desta quarta-feira (13), em Brasília. “Se estamos tristes, Glauber está comemorando o reencontro com o amigo. A ausência de Rogério Duarte no cenário artístico será sempre uma lacuna. Ele trilhou um caminho a ser seguido e com certeza nesses 50 anos da Tropicália que iremos celebrar, esse ícone será lembrado com o respeito que merece”, afirma o secretário de Cultura, Jorge Portugal. A SecultBA transmite o seu pesar pelo acontecimento aos familiares e amigos. Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Vitrine da Costa
Foto: Rodrigo Sombra


Rogério Duarte foi um desenhista e intelectual brasileiro e é considerado o criador da estética visual da Tropicália. Nascido em Ubaíra, na Bahia, nos anos 60 mudou-se para o Rio de Janeiro. Considerado mentor intelectual de nomes como Zé Celso Martinez Corrêa, Hélio Oiticica e Torquato Neto, Rogério Duarte foi o autor de vários cartazes para filmes de seu amigo Glauber Rocha, como Deus e o diabo na terra do sol (símbolo do cinema nacional) e A idade da terra. Também criou, para este último, a trilha sonora. Colaborou também com artista como Caetano Veloso, Gilberto Gil, João Gilberto e Gal Costa.

Rogério também denunciou publicamente a tortura no regime militar. Detido juntamente com seu irmão Ronaldo Duarte, o caso, à época, foi amplamente divulgado e gerou a mobilização de artistas e intelectuais pedindo a libertação dos "Irmãos Duarte". Rogério era seguidor do movimento Hare Krishna há anos, tendo sido iniciado com o nome de Ragunnatha Das. Além cantar os nomes de Krishna em mantras, Rogério também se dedicava ao estudo do sânscrito.

Assessoria de Comunicação - Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SecultBA

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