A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono pode causar danos à saúde, mas há tratamento.
Qual mulher nunca reclamou que perdeu uma noite de sono por causa do terrível ronco do marido? Uma realidade mais do que comum entre os casais, a Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono (SAOS) é motivo de constantes brigas. Porém, já existe uma luz no fim do túnel, graças aos vários tratamentos existentes hoje em dia.
Estudos mostram que a SAOS pode atingir 32,8% das pessoas de uma determinada população; os homens são mais propícios a ter; e os principais fatores de risco são: obesidade, envelhecimento, alterações faciais, entre outros.
Dra. Lia Rita Azevedo Bittencourt, médica do Instituto do Sono e Professora Livre-Docente de Medicina e Biologia do Sono pela UNIFESP, explica que esta Síndrome é caracterizada pela obstrução da faringe durante o sono, associados aos sinais e sintomas clínicos. “A interrupção periódica da ventilação resulta, em geral, em queda do oxigênio e aumento do gás carbônico no sangue, além de despertares breves”, comenta.
Entre as principais conseqüências da SAOS encotram-se as alterações cardiovasculares; a sonolência excessiva e, com isso, aumento do risco de acidentes de trabalho e de trânsito; alterações de humor; alterações neurocognitivas e metabólicas, que comprometem a qualidade de vida dos pacientes.
Como avanço da Medicina, alguns tratamentos surgiram, sendo que o método de diagnóstico mais adequado é a polissonografia, realizada durante uma noite inteira no laboratório, sob supervisão de um técnico habilitado.
Dra. Lia informa que os tratamentos mais utilizados são: o CPAP (do inglês “Continuous Positive Airway Pressure”) que consiste na abolição das paradas respiratórias durante o sono, dos roncos e aumento da oxigenação do sangue; e os Aparelhos Intra-Orais (AIO), que são indicados para o tratamento do ronco primário e SAOS leve.
Além disso, a médica aconselha algumas medidas comportamentais, como perda de peso, retirada de drogas sedativas, diminuição de álcool e a mudança de posição do corpo durante o sono, evitando dormir de barriga para cima.
Medidas simples, mas que contribuem para um vida mais saudável e também para um sono muito mais tanquilo!
Dr. Tamada
Artigo transcrito do CDB (Centro de Diagnóstico Brasil – www.cdb.com.br)

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