No dia 1º de agosto, o Centro de Recuperação Desafio Jovem Valentes de Davi e o Projeto Solidário de Socorro à Vida realizaram palestra inaugural, da primeira instituição, em Porto Seguro, versando sobre o impacto da dependência química na população jovem, especialmente a ameaça do crack, uma droga apontada como um dos principais problemas sociais da atualidade no Brasil. O evento aconteceu no auditório do Colégio Municipal Paulo Souto, às 18 horas, e teve a participação do pastor Sílvio Silva, de São Paulo; do pastor Emerson, presidente do Instituto NUA; do presidente do Projeto Solidário, pastor Roque Fernandes, e de dois jovens que representaram o Desafio Jovem Internacional, uma Organização Não Governamental (ONG) fundada nos Estados Unidos.

Na ocasião, também foi discutida a criação da Cooperativa de Catadores e Reciclagem de Resíduos Sólidos, tendo em vista que o exercício laboral, com a geração de renda para os internos e suas famílias, pode ser uma etapa do tratamento de adictos.

O Desafio Jovem Internacional foi criado em Nova Iorque (EUA), em 1958, pelo pastor David Wilkerson, que visitava os guetos daquela cidade com o objetivo de ajudar usuários crônicos de drogas, auxiliando na sua recuperação e reinserção social. O município de Porto Seguro, como “porta do Brasil”, foi escolhido para instalação do centro de recuperação, que atende pessoas necessitadas gratuitamente.

Parcerias

De acordo com o presidente do Projeto Solidário, os internos carentes entram numa cota de 60%, que não paga pelos serviços, e aqueles que têm condições de arcar com as despesas respondem pelos 40% restantes. Segundo ele, o Centro de Recuperação Desafio Jovem Valentes de Davi conta com o apoio do Instituto NUA e da empresa Eco Biocombustíveis, ambos de São Paulo, e está em fase de negociação com a Prefeitura de Porto Seguro. “O prefeito Gilberto Abade se mostrou simpático à ideia, mas ainda estamos na fase de discussão. Entretanto estamos instalados provisoriamente numa pousada alugada e já dispomos do terreno onde será construída a sede”, informou o religioso, salientando que deve ser iniciado um diálogo com diversos segmentos da sociedade, buscando a cooperação na luta contra o uso de entorpecentes. “O problema da dependência química é muito grave e chegou num patamar intolerável. Sabemos que não será erradicado em curto prazo, mas a união em prol dessa causa pode minorar essa questão”, pontuou.

Para Roque Fernandes, a prefeitura, nos últimos dois anos, tem dado uma grande contribuição no combate aos flagelos das drogas e da marginalidade. “O poder público municipal tem tido uma participação efetiva nesse campo. Todavia esperamos que a sociedade faça a sua parte”, concluiu.



Pedro Ivo Rodrigues

Fotos: Rodrigo Hadja

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Porto Seguro

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