Períodos variam entre 23 dias e 3 meses com atividades para conservação marinha. Estudantes de graduação, mestrado e doutorado de todos os cursos podem se inscrever nos editais do Programa de Extensão Universitária do Coral Vivo (Proex). Até 2020, serão recebidos 42 universitários na base no Arraial d’Ajuda Eco Parque, Porto Seguro (BA). Eles irão participar das ações do Projeto Coral Vivo patrocinadas pela Petrobras e voltadas para a conservação e sustentabilidade ambiental dos recifes de coral.

Coral Vivo abre editais para universitários participarem de suas ações na Bahia


Pela primeira vez será aberto um edital para que universitários possam desenvolver atividades científicas durante períodos entre 30 e 90 dias. As inscrições para este semestre ocorrem até 30 de agosto, o edital com os requisitos ficam disponíveis no site do Coral Vivo e o professor precisará enviar a proposta de trabalho para o e-mail: proex@coralvivo.org.br. “O professor do candidato deverá apresentar um plano de trabalho definido, sendo docente na universidade a qual o estudante esteja vinculado. Assim, ficará como responsável pelo desempenho das atividades propostas”,explica Teresa Gouveia, coordenadora de Educação e Políticas Públicas do Projeto Coral Vivo.

Quem se inscrever para este semestre, receberá o resultado no dia 10 de setembro, e deverá desenvolver as atividades entre 1º de outubro e 23 de dezembro. Além de executar seu projeto, o estudante poderá participar das ações desenvolvidas durante o período pela equipe na Costa do Descobrimento (BA).

As inscrições para a modalidade de curta duração ficam abertas continuamente na seção Participe do site www.coralvivo.org.br. Desde dezembro de 2017, foram recebidos seis estudantes. Quem estiver disponível para ficar em Arraial d’Ajuda entre os dias 19 de setembro e 12 de outubro poderá se inscrever até 20 de agosto. Há duas vagas. Nessa modalidade tradicional, os universitários participam das atividades indicadas pelos coordenadores do Projeto Coral Vivo, de acordo com a demanda de cada período. No final da experiência, ele transmite para a equipe o que aprendeu e também apresenta um dos projetos que desenvolve no curso.

De acordo com Teresa Gouveia, ao oferecer a modalidade de média duração no Programa de Extensão Universitária, o Projeto Coral Vivo soma esforços ao necessário desenvolvimento científico do país por meio de oportunidades para que universitários produzam e adquiram conhecimentos que possam culminar na produção de Trabalhos de Conclusão de Cursos (TCCs), monografias, dissertações e teses.

Vivência prática para levar do Proex

De dezembro a julho, participaram do Programa de Extensão Universitária do Coral Vivo (Proex) seis estudantes de diferentes universidades. A seguir, trechos de alguns depoimentos:


“Eu sou de Arraial d’Ajuda e saí para estudar fora em busca de ampliar meus horizontes, possibilidades e sonhos, mas foi quando voltei para cá para fazer parte do Programa que percebi meu real papel como bióloga e também me encantei completamente pela biologia marinha que, até então, eu não achava tão interessante por ter sido algo que sempre fez parte da minha vida e eu achava banal. O Coral Vivo me proporcionou em 1 mês o que a Universidade não me proporcionou em 2 anos: experiências verdadeiras e com pessoas não acadêmicas. Foi incrível”, relata Rebeca Rocha, graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Lavras.

“Eu gostei bastante de atender o público no Aquário Recifal porque dá uma noção de que você está mais do que ensinando, você está mudando a visão da pessoa sobre aquilo. Vi também a ligação que as pessoas do Coral Vivo têm com o que elas fazem: elas gostam e acreditam no que estão fazendo. Sobre as pesquisas, aprendi que preciso ter um objetivo claro sobre o que eu quero com aquela pesquisa”, avalia Maykol Hoffmann, aluno de Ciências Biológicas na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Darluci Picolli - Proex Coral Vivo

"Foi uma troca mútua de extrema significância. Eu já trabalhava há 3 anos com organismos marinhos como bioindicadores da qualidade da água, mas cheguei leiga quanto aos corais. No Proex pude ter a visão da parte de conservação, entender a importância e o ciclo do organismo no habitat deles, além do dia a dia do Projeto que é extremamente legal. Aprendi muita coisa. Não só do organismo em si, mas tive um momento a sós com cada um da base, que parecem escolhidos a dedo porque cada um é uma peça fundamental. O Beach (técnico Edimilson Conceição),por exemplo, parece um mago: ele olha para o mar e sabe o que está acontecendo ali. Achei legal a dinâmica no final de poder explicar o que faço e como interajo com a minha comunidade, retribuindo minimamente também", conta a estudante Darluci Picolli, do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária na Universidade Estadual de Santa Catarina.

De estudante a pesquisador da Rede de Pesquisas

Ao participar das atividades do Projeto Coral Vivo, os estudantes criam vínculos com os pesquisadores e a equipe. O biólogo e doutorando do Museu Nacional/UFRJ, Cristiano Pereira, foi um dos primeiros estudantes a participar das atividades do Projeto Coral Vivo, em Arraial d’Ajuda. Durante as férias da faculdade, em julho de 2005, ele se ofereceu para contribuir voluntariamente. Na época, ele era graduando do curso de Biologia em Montes Claros (MG). Sempre que estava de férias ou a faculdade entrava em greve, ele retornava para contribuir. Durante 5 anos, trabalhou como biólogo, inclusive sendo o responsável técnico pela base. Atualmente, é membro da Rede de Pesquisas Coral Vivo, desenvolvendo sua tese de doutorado com a orientação do fundador do Projeto e professor do Museu Nacional, Clovis Castro.

A pesquisadora Laura Marangoni é outro exemplo. Por meio dela, a Universidade do Rio Grande (Furg) começou a fazer parte da Rede de Pesquisas Coral Vivo e, atualmente, o professor Adalto Bianchini é o coordenador de Pesquisas do Projeto Coral Vivo. Em 2012, ela participou dos preparativos de montagem do mesocosmo marinho para o desenvolvimento de experimentos sobre os impactos futuros das mudanças climáticas, que gerou uma série de artigos em publicações internacionais. Essa integração com o grupo proporcionou a oportunidade de ser uma das editoras do livro de divulgação científica “Conhecendo os Recifes Brasileiros: Rede de Pesquisas Coral Vivo”. Laura conta que se inscreveu na graduação e passou na segunda seleção. “Acompanhei a desova de corais nos viveiros e aprendi com os monitores até a identificar espécies nesse período de 1 mês”, lembra Laura sobre o início no Projeto.

Sobre o Projeto Coral Vivo


O Projeto Coral Vivo é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e trabalha com pesquisa, educação, turismo, políticas públicas e sensibilização para a conservação e uso sustentável dos ambientes recifais e coralíneos do Brasil. Concebido no Museu Nacional/UFRJ, hoje é realizado por doze universidades e institutos de pesquisa. Está vinculado ao Instituto Coral Vivo, que é o coordenador executivo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais). Esse documento de pactuação está sendo realizado com a coordenação geral do Cepsul/ICMBio. Além disso, o Projeto integra a Rede Biomar, junto com os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Tamar. Todos patrocinados pela Petrobras, eles atuam de forma complementar na conservação da biodiversidade marinha do Brasil, trabalhando nas áreas de proteção e pesquisa das espécies e dos habitats relacionados. As ações do Projeto Coral Vivo são viabilizadas também pelo copatrocínio do Arraial d’Ajuda Eco Parque. www.coralvivo.org.br.

Serviço:

Programa de Extensão Universitária do Projeto Coral Vivo (Proex)


Os editais são lançados no site: www.coralvivo.org.br. As inscrições para a modalidade de curta duração são realizadas diretamente na seção Participe do site pelo universitário. Já para os períodos entre 30 e 90 dias, voltadas para o desenvolvimento de experimentos e demais pesquisas, as inscrições são realizadas pelo docente responsável pelo aluno por meio do e-mail: proex@coralvivo.org.br.


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